domingo, 12 de setembro de 2010

Elisabeth Kubler-Ross - RAIVA

"Estudos demonstram que pacientes que expressam sua raiva vivem mais tempo.
Refrear a raiva é eliminar um dos importantes sistemas de aviso do corpo. A raiva nos adverte que estamos sendo feridos ou que nossas necessidades não estão sendo atendidas, e neste sentido pode ser uma reação normal e saudável diante de muitas situações. Por outro lado, ela pode ser, como a culpa, um indício de que algo não está em sintonia com nossas crenças. A raiva ocasional, externada em reação a situações perniciosas é saudável.
A raiva é apenas isso: um sentimento que deve ser vivenciado e não julgado. Como todos os sentimentos, a raiva é uma forma de comunicação que nos traz uma mensagem.
A raiva nos diz que deixamos de lidar com a nossa mágoa. Á medida que acumulamos mágoas e não lidamos com elas, a raiva cresce. E pode crescer de tal forma que nos dá a sensação de fazer parte de nós. Começamos a nos ver como pessoas más. A raiva torna-se parte de nossa identidade.
Além de ficar com raiva dos outros, ficamos com raiva de nós mesmos por causa do que fizemos ou deixamos de fazer. Ficamos com raiva quando sentimos que, ao tentar agradar os outros, traímos a nós mesmos e aos nossos sentimentos. Ficamos com raiva quando deixamos de atender nossas necessidades e carências. Ficamos muita vezes com raiva dos outros por não darem o que achamos que merecemos, sem nos darmos conta de que estamos com raiva de nós mesmos porque não nos fizemos respeitar e por não exigirmos nossos direitos.
Quando voltamos as raiva para dentro de nós, ela com frequência se expressa através de sentimentos de depressão ou culpa.
O medo inconsciente também pode se transformar em raiva.
O que fazemos com a raiva - a forma de expressá-la- é que pode ter efeitos negativos.
A raiva é um sentimento natural que passa, e não um modo de ser permanente."

Trechos extraídos do livro OS SEGREDOS DA VIDA, de Elisabeth Kubler- Ross e David Kessler

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